Tabagismo e câncer: qual a relação?
A relação entre o tabagismo e o desenvolvimento de câncer é um tópico extremamente debatido e estudado. Inclusive, estudamos sobre isso nas escolas, recebemos cartilhas educativas no sinal, vemos campanhas contra esse hábito na televisão e na própria caixa de cigarro. Apesar de todas as informações nos dizendo o tempo todo para não fumar, devido aos malefícios à saúde que essa prática causa, será que sabemos mesmo o porque do cigarro causar patologias tão sérias como o câncer? Para tirar essa dúvida, vamos entender essa relação de forma simples e rápida!
De início é preciso nos distanciar do mito de que o tabagismo causa somente câncer de pulmão, porque essa afirmação está longe de ser verdade! É verdade que a relação entre câncer de pulmão e o cigarro é enorme, mas não limitante. Estudos mostram que esse hábito pode gerar diversos cânceres, como de faringe, estômago, fígado, pâncreas, bexiga, colo do útero… Enfim, já deu para perceber que o corpo é afetado como um todo, né? Mas porque, exatamente isso ocorre, se o órgão mais afetado é o pulmão? Porque as substâncias carcinogênicas presentes nessa droga podem provocar lesões no DNA. Ou seja, a pessoa tabagista está sujeita a ter seu manual corporal-o DNA- danificado e isso se caracteriza como um problema, principalmente porque esses danos podem alterar o processo de proliferação e morte celular.
Para além das mutações no DNA, o cigarro não precisa necessariamente promover essas mudanças, porque sua fumaça também pode modificar o funcionamento celular. Algumas vias de proliferação são ativadas e uma célula que deveria se dividir de maneira controlada pode começar a receber sinais que favorecem sua multiplicação. Algumas células começam a driblar a apoptose - processo de morte programada- e assim pode sobreviver mais tempo. Esses mecanismos são somente alguns envolvidos no desenvolvimento de um câncer, mas já mostram que células tumorais se multiplicam mais do que deveriam e vivem por mais tempo, favorecendo o aparecimento de um tumor cancerígeno.
A resposta do porque o cigarro causa diversos tipos de cânceres está em todo esse processo celular, que afeta todo o corpo e não somente os pulmões! Além disso, o risco não depende apenas do tempo em que uma pessoa fuma, mas também da quantidade de cigarros consumidos e da duração da exposição ao longo da vida. Quanto maior e mais prolongado o contato com as substâncias presentes na fumaça, maior tende a ser a oportunidade para que alterações celulares se acumulem. Isso também ajuda a entender por que parar de fumar é importante em qualquer momento: embora alguns danos já possam ter ocorrido, interromper a exposição significa deixar de acrescentar continuamente novas agressões ao organismo.
Assim, fica claro que o tabagismo afeta a saúde de forma sistêmica e seus danos vão muito além dos que comumente imaginamos. Nesse sentido, entender a relação entre o cigarro e o câncer nos permite enxergar o tabagismo para além do pulmão e reconhecer a dimensão dos seus impactos sobre o organismo. Afinal, quando uma única exposição é capaz de interferir em diferentes células, tecidos e órgãos, fica evidente que seus riscos também precisam ser compreendidos de forma ampla.
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